Correio Braziliense – Cidades DF – Morar Mais por Menos atrai o público brasiliense com soluções inteligentes

Correio Braziliense – Cidades DF – Morar Mais por Menos atrai o público brasiliense com soluções inteligentes.

 

Morar Mais por Menos atrai o público brasiliense com soluções inteligentes

Ana Pompeu

Publicação: 27/10/2011 09:12Atualização:

O ditado defende que nenhum lugar é melhor do que o próprio lar. É nesse sentido que a mostra Morar Mais por Menos, organizada pela Agência Fato e correalizada pelo Correio, está alimentando os sonhos do público brasiliense. Ontem, primeiro dia de visitação de um dos maiores eventos desse segmento, o local estava povoado de criatividade. Com base nas peças e nos ambientes elegantes, mas com uma proposta de preço justo, a mostra de decoração, arquitetura e paisagismo instalada na Casa do Candango atraiu muita curiosidade.

A quinta edição do evento surpreendeu até que quem o acompanha desde a estreia. A nutricionista Ângela Cantalice é uma dessas pessoas. “Gosto de ver no início, quando a vegetação ainda está fresquinha, e voltar depois.

No começo, é o momento do encantamento. Na segunda visita, você parte para os detalhes”, conta. Moradora de em um apartamento no Guará 2, ela tirou o dia para andar pela mostra. Em cada cômodo, observava atentamente os mínimos detalhes. “Dá para levar para casa. Acho que a proposta é a gente fazer essa sacação mesmo. Tem uma espécie de telha sendo utilizada para fechar um armário. Isso eu posso usar para separar um ambiente do outro, levar para outras situações”, diz entusiasmada.

O evento já ocorreu em nove capitais. Em todo o país, a Morar Mais por Menos está focada em cinco pilares: sustentabilidade, investindo em ambientes que buscam soluções e materiais alternativos, além de focar na economia de energia e água; inclusão social, que valoriza os produtos artesanais de ONGs e cooperativas de artesãos e cria oportunidade de negócios para quem trabalha informalmente; brasilidade, que consiste na valorização de produtos nacionais; tecnologia e inovação; e o conceito de vendas no local.

Para atender ao requisito da sustentabilidade e do preço que cabe no bolso, a arquiteta Soraya Veiga e outras três profissionais montaram o banheiro do hotel, uma estrutura com caixas encontradas na Ceasa. “É a minha primeira experiência com exposição. É muito legal poder interagir com outros profissionais e é uma forma de mostrar o meu trabalho num lugar com visão social. Nós usamos caixas que iriam para o lixo. Claro que as lixamos e passamos uma cola, mas estamos reaproveitando o material”, explicou. Para o quesito brasilidade, há um painel com fitinhas do Senhor do Bonfim, nas quais as pessoas podem amarrar e fazer seus pedidos.

Ângela Cantalice acompanha todas as edições e, na abertura, identificou o que poderá levar para casa (Marcos Serra/Esp. CB/D.A Press - 26/10/11)

Ângela Cantalice acompanha todas as edições e, na abertura, identificou o que poderá levar para casa

Ambientes
A esteticista Patrícia Rosa, 37 anos, e o marido, o servidor público Beto Rosa, 45, já realizaram o sonho da casa própria. Como a conquista é recente, ainda falta montar e decorar alguns cômodos. Diferentemente de Ângela, essa foi a primeira visita que os dois fizeram a um evento do gênero. “A sala de jantar foi o que mais nos chamou a atenção. E é o que estamos montando agora. Deu para tirar muitas ideias de ambientes”, disse Patrícia. “A proposta é boa, tem qualidade em espaços, móveis e até nos nomes dos arquitetos presentes. Era bem o que eu esperava”, comentou Beto. Mesmo tendo feito a visita completa, o casal deve voltar em outro dia. Os preços ainda não estavam afixados nos ambientes e peças e os dois têm interesse em ter toda a informação possível da mostra. “Vamos ter que voltar com mais calma”, avaliou Patrícia.

Os preços também são importantes para a assistente social Rosa Maria Queiroz Santos, 63 anos. “Estou construindo e minha casa está em fase de acabamento. O dinheiro está acabando. Gostaria de contratar uma pessoa para me orientar, mas quero ver o que eu posso fazer na minha casa para morar bonito sem pagar muito.” Rosa gostou também da forma como o espaço foi utilizado. A Casa do Candango, edifício de 3,8 mil metros quadrados, é marcada pelas linhas retas, moldadas, pelo concreto aparente (veja Para saber mais). “A casa é antiga, os detalhes são rústicos, duros, mas isso não comprometeu a beleza nos ambientes”, observou. Para ela, essas características também podem dar novas ideias para a varanda da casa que está terminando.

O artista William Brandão, fundador da Agência Fato, garante que os cerca de 40 ambientes instalados na Morar Mais por Menos vão impressionar. “Muitos vão olhar os ambientes e pensar que aquilo é caríssimo. Mas, quando pesquisarem na tabela de valores de cada produto, vão ver que o resultado é muito menor do que imaginavam. Queremos que as pessoas levem esse conceito para casa.”

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