“O que propomos não é teologia no marxismo, mas marxismo na teologia”

"O que propomos não é teologia no marxismo, mas marxismo na teologia".

(Frei Leonardo Boff – JB, 6/4/80)

Ao elegermos como tema a ser inserido no Farol da Democracia Representativa a questão da invasão do marxismo nas religiões, moveu-nos o propósito de prevenir os nossos leitores e visitantes sobre a influência perversa de idéias marxistas que entram em choque com a pureza do pensamento cristão, cujos conceitos tradicionais de lei, moralidade, civilidade e ordem social teve origem na ética e nos princípios judaico-cristãos, posteriormente traduzidos em estilos de vida individuais e em tradições e costumes coletivos. Tais idéias, apregoadas no campo religioso sob a bandeira da Teologia da Libertação, não são mais do que armadilhas destinadas a substituir a fé cristã pela fé marxista. No universo religioso, esse empenho em eliminar tudo o que supera o homem tem o seu momento decisivo na insurgência de Lutero, como a seguir, de modo sucinto, expomos:

Em 1517, o monge Martinho Lutero, se insurgia contra a autoridade do Papa e denunciava a comercialização da fé por falsários de toda ordem. Nas suas 95 teses contestatórias, Lutero negava a autoridade papal e mantinha a santidade dos escritos bíblicos que entendia, deviam ser interpretados livremente, segundo a consciência de cada um. Aí se fracionava a Igreja Romana e surgia o Protestantismo, abrindo uma porta para variadas versões religiosas.

Um dos primeiros precursores na disseminação da concepção "religiosa" de construção de uma nova sociedade foi o teólogo marxista, Karl Barth que via perfeita identidade do ensinamento cristão da construção do "Reino de Deus na Terra" com o marxismo que, segundo ele, pretendia realizar o que fora relegado a plano secundário pelos cristãos. Isto é, resolver todos os problemas da Humanidade, implantando no planeta Terra a “sociedade socialista”

Essa cabeça-de-ponte, lançada na religiosidade cristã, em período anterior à II Guerra Mundial, evoluiria para, na década de 60, subsidiar intensa doutrinação pseudo-religiosa, porque materialista, para a transformação de princípios cristãos por dogmas marxistas, tanto no Protestantismo como na Igreja Católica.

Conceitos religiosos tradicionais foram desvirtuados, surgindo o Socialismo Cristão, a Teologia da Libertação, a Igreja Popular e o astutamente denominado "Progressismo" para entronizar a idéia de que tudo fora dessa cartilha seria retrógrado. A isso seguiram-se intensas atividades travestidas como "pastorais e evangelizadoras" em trabalho de massa, marxista.

Incrível, porém verdade, foi a nova interpretação do feitio da oração: quem praticasse ações concretas, materiais, consideradas, pela esquerda clerical, benéficas para a libertação do homem oprimido pelo jugo de uma sociedade injusta, estava na mais contrita oração. Qualquer ação "libertadora" substituiria, com vantagem, as tradicionais preces, calcadas no enlevo espiritual e dirigidas a Deus, a partir daí, considerado um ente místico e sobrenatural, criado como muleta para os incapazes e atrasados. Assim sendo, estavam "orando" para libertar a Humanidade oprimida: um Lamarca que, assassinou, roubou, traiu, quem assaltou Bancos para financiar a subversão, seqüestrou um diplomata, como Gabeira e outros que cometeram atrocidades, "in memoriam" de Marx, Lenine "et caterva", para libertar o "Povo de Deus" de um regime opressor. Quem invadisse propriedades privadas, por exemplo, praticava atos mais cristãos do que quem ia à missa ou ao culto, recebia sacramentos e se esforçava para cumprir os mandamentos da Lei de Deus.

Convém assinalar que no Brasil, principalmente no Governo Goulart, essa evangelização deletéria caminhava "pari passu" com outras subversões, desorganizando a economia, minando a autoridade e intranqüilizando a Nação, à beira de uma guerra civil. Vale lembrar que significativa parte dessa gente continua hoje muito ativa. Presentes nas Igrejas, infiltrados em todos os estamentos da sociedade brasileira, po

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