Os caminhos para melhorar o ensino

O desafio é identificar os bons professores

Ricardo Paes de Barros

Uma escola com bons professores e onde o calendário escolar é efetivamente cumprido faz enorme diferença no aprendizado dos alunos. Esta é uma das principais mensagens contidas em quase 200 dos melhores estudos científicos, nacionais e internacionais, recentemente analisados e organizados pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com o movimento Todos pela Educação. Ao todo, 25 atributos dos sistemas educacionais, escolas e professores foram considerados, cobrindo cinco áreas: recursos da escola, plano e práticas pedagógicas, gestão da escola, gestão da rede de ensino e condições das famílias.

Esses estudos comprovam que a qualidade da escola e, em particular, do professor importa, e muito, para o aprendizado do aluno. Por exemplo, a diferença entre o aprendizado de um aluno que tem aula com os melhores professores e o de outro que tem aula com os piores corresponde a 68% do aprendizado típico em um ano letivo (ver gráfico). Infelizmente, no entanto, nem a qualidade da escola nem a do professor podem ser inferidas a partir de características básicas comumente observadas. Uma boa escola não é necessariamente aquela com boa infraestrutura, nem um bom professor é necessariamente aquele com pós-graduação. Os atributos de uma boa escola e de um bom professor são muito mais sutis. Identificá-los representa um desafio permanente para pais e gestores escolares.

Um corolário da importância da escola e do professor é a relevância da presença do aluno e do professor em sala de aula, da duração do calendário escolar e do tamanho da turma. Afinal, que eficácia poderia ter uma boa escola fechada, ou um bom professor que não dá aula, ou que tenha que dar aula para uma turma muito grande? Que eficácia poderia ter uma boa escola com bons professores e turmas pequenas, se os alunos não frequentam as aulas? A evidência é irrefutável: sempre que a escola e os professores são bons, quanto maior a interação entre docentes e alunos maior o aprendizado.

Vale ressaltar que destes estudos não emerge um padrão único para a ação que independa do contexto e da forma de implantação. Os caminhos a ser trilhados podem ser diversos e precisam ser adequados à realidade de cada escola e sistema educacional.

A identificação dos determinantes do aprendizado é uma área de pesquisa científica extremamente ativa. O esforço atual deve ser entendido apenas como o início de um longo processo que pretende acompanhar sistematicamente as novas descobertas na medida em que forem se revelando.

Para conhecer detalhes da pesquisa, acesse o site www.paramelhoraroaprendizado.org.br.

Ricardo Paes de Barros, especialista em políticas sociais e subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

Vítimas da Gardasil falam publicamente em vídeos Vítimas da Gardasil falam publicamente em vídeos

Escrito por Thaddeus Baklinski | 01 Dezembro 2011

Artigos – Ciência

Um famoso médico que frequentemente alerta acerca dos perigos das vacinas e que tem preocupação principal com a vacina Gardasil contra o vírus do papiloma humano, lançou dois testemunhos de vídeos dados por moças que foram gravemente prejudicadas depois de receberem a injeção da Gardasil.

O Dr. Joseph Mercola comenta que os dados do Sistema de Registro de Efeitos Colaterais das Vacinas (SREC) do governo americano indicam que a Gardasil está ligada a 49 mortes súbitas, 213 invalidezes permanentes, 137 registros de displasia do colo do útero, 41 registros de câncer de colo do útero e milhares de registros de efeitos colaterais, abrangendo desde dores de cabeça e náuseas até erupção de verrugas genitais, choque anafilático, epilepsia tonicoclônica generalizada, espumação pela boca, coma e paralisia.

O Dr. Mercola também diz que é preocupante o fato de que as vacinas do HPV protejam contra apenas duas das variantes mais comuns do HPV associadas com câncer, o HPV-16 e o HPV-18, ainda que haja mais de 100 diferentes tipos de HPV, pelo menos 15 dos quais provocam câncer.

Charlotte Haug, escrevendo na edição de setembro da revista New Scientist comentou: “Mulheres vacinadas mostram um número mais elevado de lesões pré-cancerígenas provocadas por variantes do HPV que não são o HPV-16 e o HPV-18… que tipo de efeito a vacina terá nas outras variantes provocadoras de câncer do HPV? A natureza jamais deixa um vácuo, de modo que se o HPV-16 e o HPV-18 forem suprimidos por uma vacina eficaz, outras variantes do vírus tomarão o lugar deles. A pergunta é, essas variantes provocarão câncer? Resultados de testes clínicos não são animadores”.

No primeiro dos testemunhos de vídeo uma moça chamada Brittney revela que está com medo de receber a vacina da Gardasil depois que fez 21 anos. Após a segunda dose recomendada ela ficou com as pernas totalmente paralisadas. Ela então fornece uma lista chocante de problemas médicos que ocorreram como consequência depois de receber as injeções.

No segundo vídeo, Ashley narra sua jornada, onde antes ela era uma adolescente ativa e saudável e agora a vida dela se resume a idas ao hospital, telefonemas ao serviço de pronto-socorro, dores violentas, náuseas, dificuldade de respirar e não ter condições de fazer uma caminhada por causa da dormência em suas pernas.

“Se eu nunca tivesse recebido essa vacina, eu seria uma adolescente normal. Eu queria tanto poder voltar no tempo”, Ashley diz no vídeo.

“Coágulos sanguíneos fatais, insuficiência respiratória aguda, parada cardíaca e ‘morte súbita devido a causas desconhecidas’ estão ocorrendo em meninas logo depois que recebem a vacina Gardasil”, explica o Dr. Mercola. “Esses riscos são atrozes para potencialmente prevenir o câncer do colo do útero um dia mais a frente. Não nos esqueçamos de que não existe ainda nenhuma comprovação de que a vacina do HPV realmente impede qualquer tipo de câncer”.

“O ponto principal é que a Gardasil é em grande parte ineficaz, potencialmente muito perigosa e um grande desperdício de dinheiro”, conclui o Dr. Mercola.

Os vídeos, e mais informações em inglês, estão disponíveis aqui.

ABORTISTAS: NAZISMO, STALINISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO CONTRA MULHERES POBRES OU NEGRAS

Por: Dom Luiz Bergonzini

Bispo Diocesano de Guarulhos

O aborto não é uma questão discutível, por se tratar de uma vida humana que deve ser preservada e do direito de nascer de cada ser humano gerado, o primeiro de todos os direitos.

A polêmica é criada pelo feminismo e por alguns partidos políticos esquerdistas que tentam apelidar a Igreja Católica de conservadora, retrógrada, fundamentalista, entre outros adjetivos. Esses grupos, que querem a matança de crianças inocentes e indefesas que estão por nascer, que querem tornar as mães assassinas dos seus próprios filhos, se dizem “progressistas”, “comunistas”, “socialistas”, "defensores dos direitos reprodutivos das mulheres".

Símbolo do Comunismo

Os abortistas são nazistas e comunistas sanguinários, que propõem uma matança, violenta e cruel, contra crianças nascentes, em busca de uma raça pura ou uma hegemonia identificadas com o ideário de Hitler e Stalin (Aqui).

Os argumentos contra a Igreja Católica não estão convencendo mais ninguém. A Igreja Católica defende a vida humana, desde o dia da fecundação, no primeiro instante da vida, quando já temos todas as características definidas para o resto de nossas vidas, só crescemos no útero, depois nos tornamos crianças, jovens, adultos, envelhecemos e, por fim, morremos. A Igreja defende toda essa vida e os direitos dela decorrentes: saúde, segurança, educação, justiça e outros.

Outra justificativa que os abortistas cultuadores da morte usam, para matar crianças indefesas e inocentes, é a falta de condições financeiras das mulheres negras ou pobres, para criar seus filhos.

Quantas estórias são conhecidas de mães de famílias pobres, ou negras, ou brancas, ou amarelas, ou de outras cores, que criaram vários filhos e os transformaram em pessoas de bem. Pode-se dizer, sem medo de errar, que a maioria dos filhos e filhas de mães muito pobres, ou de famílias muito pobres com muitos filhos, se tornaram pessoas de bem, moralmente falando, e pessoas com muitos bens. Algumas dessas pessoas que, no entender dos abortistas deveriam ter sido abortadas, tiveram grande influência na vida da humanidade.

Sem contar a possibilidade da adoção, a Igreja Católica, outras religiões cristãs e entidades particulares do bem, que defendem a vida, socorrem as gestantes, durante a gravidez e depois do nascimento da criança. Os governos federal, estaduais e municipais têm vários programas de auxílio aos mais necessitados, com distribuição de leite, remédios, alimentos e, inclusive, dinheiro. Não há como justificar o assassinato de crianças que estão por nascer por questões financeiras.

Os abortistas são cultuadores da morte, nazistas, preconceituosos, discriminadores, e querem impedir o nascimento dos filhos das mulheres negras ou pobres. Em vez de pedirem mais atenção médica, mais hospitais, mais equipamentos médicos, para garantir a gestação e o parto, para evitar que corram o risco de morrer, os abortistas querem matar os filhos delas.

Outro argumento usado é a morte materna de mulheres pobres ou negras. As mortes maternas, conforme já comprovado em nosso blog (Aqui), não acontecem pelo fato de a mulher ser pobre ou negra. Acontecem pela discriminação que sofrem por não terem assistência médica durante a gestação e na hora do parto. No ano passado, morreram 22 mulheres no momento do parto em Belo Horizonte. Vinte e uma morreram por falhas de atendimento de saúde durante a gestação e na hora do parto. Não morreram por serem negras ou pobres. Morreram por falta de assistência médica. Se estivessem interessadas em preservar a vida das mulheres, as feministas e os partidos políticos de esquerda cobrariam dos governos um melhor atendimento médico para todas as mulheres, em especial para as pobres e negras.

O nazismo, o comunismo, o preconceito e a discriminação são os verdadeiros motivos que levam as feministas, os abortistas e partidos políticos a defenderem a matança dos filhos de mulheres negras ou pobres.

O nazismo queria criar uma raça pura. O comunismo quer todos pensando a mesma coisa. Os abortistas querem criar uma raça pura, sem filhos de mulheres negras ou pobres. Abortando os filhos das mulheres pobres e negras e fazendo laqueaduras para impedir que tenham mais filhos, os abortistas pensam que criarão a nova raça pura.

Lamentável que, em pleno Século XXI, depois de sofrer tanto com nazismo, stalinismo, preconceito e discriminação, ainda existam pessoas, partidos políticos e organizações privadas pregando o assassinato cruel e silencioso de milhares de crianças inocentes e indefesas.

O direito à vida não pode sofrer restrições de cor, raça, quantidade de dinheiro, profissão ou outro qualquer tipo de classificação.

Nós, a Igreja Católica e os cristãos queremos o direito à vida para todas as pessoas que forem geradas, desde o dia da fecundação até o fim, com a morte natural na velhice.

Jesus Cristo disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. (Jo 10:10)

Para a Rede Globo, aborto livre já está em vigor

Escrito por Klauber Cristofen Pires | 15 Novembro 2011

Media Watch – Outros

Novela “Fina Estampa” mente para o público e faz acreditar que aborto é decisão da mãe.

Alguém se lembra de um garboso Willian Bonner anunciando os “princípios editoriais” da Rede Globo?

De acordo com a emissora carioca, o histórico documento foi elaborado com o objetivo de “não somente diferenciar-se, mas facilitar o julgamento do público sobre o trabalho dos veículos, permitindo, de forma transparente, que qualquer um verifique se a prática é condizente com a crença.”

Ainda na mesma edição, foram declarados para o público os três princípios gerais que devem nortear a informação jornalística de qualidade: 1 – isenção; 2- correção e 3- agilidade.

Infelizmente, não tardou o sol se levantar no dia seguinte para que o engajamento político-ideológico acordasse, escovasse os dentes e adentrasse no Projac a passos confiantes, sorrindo e acenando para todos, aliás, como há muito tem sido sua rotina.

Pela enésima vez, trago mais uma demonstração de que o dito papelucho era só coisa “pra inglês ver”: refiro-me a uma surreal cena da novela “Fina Estampa”, na qual prospera uma discussão sobre a gravidez de Patrícia (Adriana Birolli), isto é, sobre quem tem “competência”, digamos assim, para decidir sobre a “interrupção” da mesma, ou seja, sobre o cometimento de aborto.

Abaixo transcrevo a parte essencial da cena (veja o vídeo aqui):

Patrícia (gritando para Antenor, seu namorado): – Você não tem que resolver nada! O corpo é meu, a mãe sou eu – eu é que decido se quero tirar este filho ou não.

Antenor (Caio Castro, respondendo a Patrícia): – Eu não conto? Você decide pelos dois, estraga a minha vida?

Patrícia (gritando para Antenor): – Desaparece! Desaparece! Sai da minha frente!

René Velmont (Dalton Vigh): – Chega, Antenor! Antenor! É melhor você ir embora e no meio do caminho é bom você pensar se quer continuar estudando Medicina ou não.

Antenor: – eu não tenho nenhuma dúvida disso.

René Velmont: – mas eu tenho…porque você devia saber que a decisão de levar adiante esta gravidez ou não cabe à Patrícia…tá?

Como assim, Sr. Aguinaldo Silva? Como assim “Dona” Rede Globo? Ao que parece, a personagem Patrícia não foi estuprada e tampouco corre risco de vida… então, que estória é essa de fazer o público crer que a sua gravidez é uma questão de decisão pessoal? E desde quando a Medicina prescreve que é a mãe que decide se quer tirar o filho ou não? Cadê o Código de Ética do CFM? Mostrem ao público, por favor!

Como os leitores podem comprovar, a lei sobre o aborto que está atualmente em vigor (Código Penal, DL 002.848/1940, arts 124 a 128) foi absolutamente desprezada pelo autor Aguinaldo Silva e a equipe da produção da Rede Globo.

Antes, preferiram usar todo o charme do galã Dalton Vigh, que fazendo o papel do doce mocinho, põe-se a emplacar o adultério como fato corriqueiro e até bem justificado (até agora não houve absolutamente nenhuma cena em que o exame moral do comportamento dos personagens René e Griselda fosse debatido), bem como agora, como advogado da lei do livre aborto que… ora bolas, que não existe!

Há quem venha – até mesmo com boas intenções – arguir que os princípios editoriais tão alardeados por esta essa empresa de comunicação sejam válidos tão somente para o jornalismo, e que a novela, bem, a novela é apenas uma obra de ficção. No plano formal, isto é verdade. Entretanto, não é de hoje que as novelas e toda a grade de programação global contêm inserções com debates sobre questões de cunho social, como a própria empresa eloquente e orgulhosamente anuncia. Neste caso, tais trechos podem muito bem ser reputados como de natureza jornalística e de opinião, e o pior, são apresentados de forma melíflua, tendenciosa e sorrateira.

Sou absolutamente contra denunciar tal pérfida manobra ao Ministério Público Federal, porque sou absolutamente contra a censura. Sou contra a censura não em favor desta rede de televisão, mas em meu próprio favor. Todavia, o que posso fazer é o que acabei de realizar, isto é, descortinar aos olhos dos meus leitores a militância nova-ordem-mundialista da Rede Globo.

Questões de vida e família permeiam todas as questões econômicas na atual crise

Escrito por Hillary White | 11 Novembro 2011

Artigos – Conservadorismo

De acordo com Medaille, a crise do euro é de fato um bom exemplo do problema de substituir concretas realidades humanas com ideologias como o alicerce das economias modernas.

“O que a maioria dos especialistas seculares, políticos, lobistas, banqueiros e o público não entendem sobre a crescente crise econômica da Europa e do resto do mundo ocidental é a relação íntima das políticas anti-vida e anti-família do Ocidente”, afirma um proeminente escritor de economia disse para LifeSiteNews.com.

John Medaille, escritor, empresário, palestrante e instrutor de teologia da Universidade de Dallas, disse para LifeSiteNews.com que “as questões da vida… permeiam todas as questões econômicas” e que compreender isso é crucial para se entender a natureza da crise mundial.

“O crescimento do Estado, o monopólio da propriedade dos recursos do mundo por parte de empresas imensas, a dependência dos cidadãos no Estado e uma dívida inimaginavelmente imensa e insolúvel dos governos e cidadãos particulares são a consequência da erosão das proteções para a família como a unidade fundamental da sociedade”, disse ele.

Medaille é o autor dos livros The Vocation of Business (A Vocação Empresarial) e Toward a Truly Free Market: A Distributist Perspective on the Role of Government, Taxes, Health Care, Deficits, and More (Em Direção a Um Mercado Realmente Livre: Uma Perspectiva Distributista sobre o Papel do Governo, Impostos, Assistência de Saúde, Déficits e Mais).

O escritor declara que a conexão entre a deterioração da família e a crise econômica pode ser observada muitíssimo facilmente no colapso do mercado imobiliário. “Durante o crescimento econômico acelerado”, conta Medaille, “construímos 1,6 milhão de casas, mas formamos apenas 1,2 milhão de lares. Obviamente, a demanda por casas é impulsionada pela formação de lares. E muitos dos domicílios que se formaram eram do tipo que pode ser dissolvido ou consolidado com facilidade: indivíduos solteiros, com ou sem filhos, e casais amigados”.

“A economia não é uma gnose mística que apenas uns poucos iniciados conseguem compreender”, disse ele. “É baseada em pessoas e suas necessidades. Em resumo, o crescimento populacional dos países mais avançados economicamente está estagnado, com o aborto legal e a contracepção colocando os índices gerais de fertilidade muito abaixo do nível de substituição. E quando há menos pessoas, famílias separadas e menos casamentos, há naturalmente menos estabilidade econômica, menos demanda por bens e serviços e menos capacidade para produzi-los.”

"Por debaixo da economia”, explicou Medaille, “há cinco colunas: demografia, propriedade de terras, recursos naturais, trabalho e dinheiro — como é criado e destruído. A deterioração de qualquer um deles leva a deterioração de todos eles”.

O erro que os governos modernos estão cometendo, observa o escritor, é substituir, ou deslocar, funções que no passado eram realizadas na família. A inteira tendência que tem levado a uma crescente intervenção estatal na vida de família é consequência do enfraquecimento das estruturas da família. Sem esses, Medaille diz, o governo tinha pouca escolha senão intervir. “Mas em algum ponto”, disse ele, o Estado com dívidas imensas “não mais pode cumprir suas promessas”.

“Veja o sistema de seguridade social. Em toda a história, isso significaria uma de duas coisas: você tinha muito dinheiro ou você tinha muitos filhos. Já que a maioria das pessoas não tinha muito dinheiro, elas precisavam ter muitos filhos. O cuidado da família era uma prática espalhada entre as gerações, com cada um provendo algo. As relações entre as gerações eram mediadas de forma natural, e havia um limite quanto ao que os idosos podiam pedir dos jovens (e vice-versa). Mas quando o Estado se torna o fator mediador, esses limites são removidos e as demandas aumentam. Os reais ganhadores na seguridade social são aqueles que tiveram poucos filhos ou nenhum. Eles dependem dos filhos dos outros para pagar impostos, mas evitaram todos os custos (e sofrimentos) de eles mesmos criarem filhos”.

A ideia de um “salário mínimo” é outro conceito perdido na economia moderna, que foi originalmente baseado nas reais necessidades de pessoas reais vivendo no contexto de uma família.

“À medida que a família deixou de ser em si um centro de produção, mais renda havia nos salários. Mas quando um salário de fora é insuficiente para sustentar uma família, ou a família era ensinada (por meio de propagandas publicitárias e outros meios culturais) a multiplicar seus desejos além do que até mesmo um salário decente poderia sustentar, as mulheres acharam necessário trabalhar fora de casa. Mas o trabalho no lar ainda tinha de ser feito. Por isso, os restaurantes, as creches, os serviços domésticos, etc., se expandiram. Esses são caros, e muitas famílias recorreram ao Estado em busca de ajuda”.

O resultado, explicou ele, é um Estado assistencialista em que a população, mesmo quando não está recebendo diretamente benefícios do governo, fica totalmente dependente do Estado para manter um padrão de vida artificialmente elevado. E embora as demandas financeiras sobre a família experimentem limites naturais, não há tal limite quando o Estado substituiu a família como a unidade fundamental da economia. As tensões dessas demandas acabam ultrapassando a capacidade do Estado prover.

Essa situação vem sendo acelerada pelos antigos sistemas assistencialistas da Europa que intervêm nos cidadãos desde o nascimento até a morte, e o resultado parece ser uma espiral inescapável em direção ao caos econômico e social. Embora a União Europeia esteja desesperadamente atrás de países dispostos a contribuir para seus planos de socorro financeiro de vários bilhões de euros, e a população continue a esperar maciços programas sociais públicos, o público está cada vez mais perplexo com as políticas da União Europeia de dívidas estatais cada vez maiores.

Daniel Hannan, político do Partido Tory e membro eurocético do Parlamento Europeu, escrevendo no jornal Sunday Telegraph deste final de semana resumiu a opinião pública em toda a Europa, dizendo que as pessoas “não compreendem o motivo por que a União Europeia está acelerando todas as políticas que criaram a crise em primeiro lugar”.

Resumindo boa parte da opinião popular em toda a Europa, Hannan escreveu:

“Eles não entendem o motivo por que o governo central europeu em Bruxelas está tratando a crise de dívida fazendo mais dívidas. Eles não entendem como a Grécia pode ser ajudada com mais empréstimos. Eles não entendem o motivo por que os interesses dos povos da Europa estão sendo sacrificados, tudo para se manter o euro unido. Eles não entendem o motivo por que a UE está acelerando todas as políticas que criaram a crise em primeiro lugar”.

De acordo com Medaille, a crise do euro é de fato um bom exemplo do problema de substituir concretas realidades humanas com ideologias como o alicerce das economias modernas.

“Uma moeda expressa uma economia, mas a Europa não tem uma economia, mas muitas. E tratar a Grécia como a Alemanha ofereceu benefícios de curto prazo para ambos, ao custo da estabilidade de longo prazo. Estamos no longo prazo, e agora não há nenhum jeito de estabilizar as coisas”.

Na Europa o público está perplexo e recorrendo à ira enquanto o euro e possivelmente o “projeto europeu” inteiro — o de criar um gigante superestado — parecem estar cambaleando.

Na Inglaterra o governo de coalizão de David Cameron está sob ameaça à medida que crescem as demandas tanto do público quanto do seu gabinete governamental para se fazer um referendo sobre o lugar da Inglaterra como membro da UE, umas das principais promessas de campanha que Cameron renegou logo nas primeiras semanas depois de assumir como primeiro-ministro. Cameron foi confrontado nesta semana pelos ministros de seu gabinete. Eles estavam irados com uma potencial conta de 40 bilhões de libras para resgatar o euro.

O público alemão também está se opondo de modo vociferante ao fato de que os impostos deles vão dar suporte para o que é visto como governos irresponsáveis e corruptos da região mediterrânea, enquanto a economia da Irlanda, que começou a crescer de forma acelerada recentemente, está cambaleando sob o peso de bilhões de euros de dívida imposta pelo Fundo Monetário Internacional e pela UE.

Os líderes da UE estão desesperadamente buscando assistência financeira, até mesmo de economias de segunda e terceira categoria como Brasil, África do Sul e Rússia. A China parece ter categoricamente recusado atender aos pedidos de assistência, com a agência noticiosa oficial Xinhua dizendo num editorial: “A China não pode assumir o papel de um salvador para os europeus, nem fornecer uma ‘cura’ para o declínio moral e social da Europa. Obviamente, cabe aos próprios países europeus tentarem resolver seus problemas financeiros”.

10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho

Construir um vínculo com a escola desde cedo e traçar paralelos entre o conteúdo e a vida fora do colégio fazem muita diferença

Cada criança tem um método de aprendizado mais eficiente e os pais devem ajudá-la a descobri-lo

Além dos cadernos e boletins, os pais devem estar envolvidos com a vida escolar dos filhos desde o começo. Segundo a educadora Daniela de Rogatis, quando os pais não acompanham e valorizam o aprendizado, colocam a escola em xeque. “Se os pais não se importam com o que a criança aprende, eles desvalorizam a escola. E isso leva a criança a questionar o valor daquilo”, diz.

Deixar a educação somente nas mãos da escola não é uma solução. Para Daniela, a participação ativa dos pais na educação e no aprendizado dos filhos, além de ser um facilitador para perceber as dificuldades e facilidades das crianças, dá mais segurança para elas avançarem e melhorarem o desempenho.

A educadora Andrea Ramal lançou recentemente o livro “Depende de você – Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (LTC Editora) pensando exatamente nisto. Segundo a autora, enquanto os pais não se aliarem às escolas, as chances do fracasso do filho na vida escolar só aumentam. Conversamos com quatro especialistas em educação e reunimos 10 dicas para ajudar as crianças a aproveitarem a escola ao máximo.

1. Não deixe para ir à escola somente quando aparece um problema

Ir à escola somente quando você é convocado para resolver algum problema da criança não vai fazer tanta diferença. A psicóloga Eliana Tatit Sapienza, da Clínica Meta, especializada na área educacional, indica aos pais manter uma parceria com a escola e os professores, frequentando reuniões e se informando sobre o conteúdo desenvolvido em cada matéria. As crianças, especialmente as mais novas, se sentem mais seguras e confiantes quando percebem essa ligação entre pais e professores.

2. Crie um vínculo de comunicação

Perguntar sempre como foi o dia de aula, o que os filhos aprenderam e se passaram por alguma dificuldade são algumas das questões iniciais para estabelecer o vínculo com as crianças sobre o assunto. “Não é para conversar na base da pressão, mas com amizade e afeto”, diz Andrea Ramal. Esse tipo de atitude fará com a criança se sinta, desde os primeiros dias na escola, à vontade para contar o que ela fez no dia, do que gostou e do que não gostou. Assim, se a conversa for mantida ao longo dos anos, os pais saberão se o filho é bom em português, mas tem dificuldades com a matemática, por exemplo.

3. Acompanhe os deveres de casa

Às vezes, segundo Birgit Mobus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, os pais trabalham tanto que lhes sobra pouco tempo para observar os deveres de perto, mas é importante que um dos dois realize esta função. Acompanhar o que a criança está aprendendo na escola aumenta a motivação e relacionar aquele conhecimento a uma lembrança real pode tornar o conteúdo ainda mais significativo – ao ver as lições sobre as vegetações típicas do país, por exemplo, vale relembrar aquela viagem feita ao cerrado ou a excursão das férias pelas trilhas e praias da Mata Atlântica.

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4. Estabeleça uma rotina

A criança deve perceber que é muito mais proveitoso estudar um pouco por dia do que deixar para estudar na última hora, na véspera de uma prova. De acordo com Andrea Ramal, antes do sexto ano do Ensino Fundamental, estudar uma hora por dia está de bom tamanho. Conforme o número de matérias vai avançando, a duração deste período também deve aumentar. Se a criança ainda está no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, o brincar ainda pode ter um espaço maior no dia a dia dela. “Os períodos de estudo devem ir crescendo a partir do segundo ciclo”, comenta Daniela de Rogatis.

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5. Organize um espaço para os estudos

Este espaço deve ser aproveitado, de preferência, em um horário fixo e nobre do dia. A psicóloga Eliana Tatit Sapienza recomenda um lugar tranquilo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde nada possa tirar a concentração da criança. Televisão, videogame ou o irmãozinho mais novo fazendo bagunça devem ficar longe. Materiais de consulta, como livros e acesso supervisionado à internet, ficam perto.

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Foto: Getty Images

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Os pais devem acompanhar a vida escolar da criança desde cedo, evitando assim os problemas na adolescência

6. Leia com prazer

Se dentro de casa a leitura é estimulada e encarada como um momento de lazer e prazer, será mais fácil para as crianças se adaptarem ao mundo dos estudos. “Os pais devem conversar com os filhos sobre o livro, revista ou jornal que estiverem lendo, além de deixar livros ao alcance das crianças”, comenta Eliana. Deixar bilhetes e cartinhas aos pequenos também é benéfico. Até mesmo fazer a lista de compras do supermercado ao lado do filho menor pode ser um estímulo.

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7. Ajude seu filho a descobrir a fórmula ideal de estudo

Segundo Andrea Ramal, todos temos modalidades diferentes para aprender. Umas são mais produtivas do que outras. Algumas crianças são mais visuais e estudam sublinhando livros e fazendo resumos. Outras podem ser mais auditivas e preferem repetir o conteúdo em voz alta para si mesmas. “Os pais precisam estimular todas as modalidades, para ver qual é melhor para aquela criança, e tomar cuidado para não inibi-las”, diz. “Hoje em dia as pessoas não aprendem mais sob pressão, mas por motivação”, completa.

8. Relacione o que acontece na escola ao que acontece em família

Conectar os programas de família ao conteúdo da escola amplifica o conhecimento. Se a criança estiver estudando sobre rios e mares, ou sobre como a energia elétrica chega à casa de cada um, viajar para Itaipu ou Foz do Iguaçu durante as férias pode ser mais produtivo do que levá-la para a Disney. “Ela agrega e amplia os horizontes”, afirma Daniela.

Passeios e brincadeiras, de acordo com a psicóloga Eliana Tatit Sapienza, também são aliados da aprendizagem. Levar os pequenos a museus, teatros, sessões de cinema, bibliotecas, livrarias e propor jogos que incentivem a leitura, a escrita e o raciocínio são uma mão na roda. Ao assistir um filme, Andrea Ramal recomenda aos pais pedir aos filhos para escrever outra história com aquele personagem principal. Oportunidades de conhecimento além da escola não faltam, e o seu filho provavelmente gostará da ideia.

9. Se interessar ao seu filho, organize grupos de estudo

Tanto dentro como fora da escola, as atividades em grupo podem ser benéficas. Se os pais perceberem que a criança sente prazer ao estudar com um ou dois amiguinhos, é uma boa pedida. Organizar um debate sobre um assunto específico com os amiguinhos da escola, segundo Andrea Ramal, pode ser bem interessante. Levá-la a um museu com alguns amiguinhos e sugerir um debate sobre o assunto pode ajudá-la a atribuir sentido ao que viu e conheceu.

10. Não espere seu filho virar adolescente para participar da educação dele

Uma família que sempre participou e esteve junto com as crianças durante as lições e provas dificilmente terá um adolescente que não se esforça nos estudos. Nesta fase, os pais precisam tomar cuidado para não pressionar os filhos ou serem invasivos. E isso só é possível se houver uma relação sólida construída. “As famílias que não levam a educação infantil e o primeiro ciclo do ensino fundamental com a devida importância e, consequentemente, não passam com a criança pelas primeiras dificuldades, não terão jeito de opinar quando o filho fizer 15 anos, já que as dificuldades se acumularam ao longo do processo educacional”, explica Daniela de Rogatis.

Onde vai parar a insanidade em favor bichos.

Prédios novos têm ‘cachorródromo’ e espaço para banho de pets

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CARLOS ARTHUR FRANÇA

DE SÃO PAULO

A tendência de dedicar espaços do condomínio aos animais de estimação está presente em muitos empreendimentos lançados na capital.

Além do aumento do número de famílias com cães, a obrigação legal de deixar área dos terrenos de construção com vegetação estimula a criatividade das empresas.

Regras são flexibilizadas pelo aumento de famílias com animais

Presença de animais em prédios leva a decisões judiciais opostasAlessandro Shinoda/Folhapress

A aposentada Leila Sica, 62, e suas três cadelas vira-latas, em área do condomínio onde quer reservar para cães

Espaço de banho para os ‘pets’, pistas de caminhada dedicadas ao passeio com o animal e "cachorródromos" são algumas das opções de lazer para os membros irracionais da família.

Há prédios que incluem entre os serviços oferecidos à parte do condomínio a função de passeador de cães.

"Os serviços são voltados para pequenas famílias que trabalham o dia inteiro e só podem curtir o cão à noite", diz Daniel Berretini, diretor da incorporadora You, Inc.

A facilidade está em novos prédios com metro quadrado valorizado. No Paraíso (zona sul), uma unidade de 42 m², da construtora Mac, com o serviço custa R$ 428 mil.

É importante lembrar que, para desfrutar do ambiente com seu animal quando o prédio estiver pronto, será necessária uma convenção liberal em relação aos ‘pets’ decidida pelos moradores.

NA CRECHE

Quem não tem opções dentro do condomínio e precisa de entretenimento para seu animal pode recorrer a creches de cachorros.

Essas empresas cuidam do animal durante o dia, levam-no para brincar em grandes espaços e oferecem serviços de banho e tosa. O porém é o custo. Na Dogwalker (www.dogwalker.com.br), deixar o cachorro por 12 horas ao dia duas vezes por semana sai por R$ 420 mensais.

Gisele, o sexismo e o totalitarismo

 

Fosse para algum sexo casual, estaria tudo bem. Fosse para uma mulher, melhor ainda, Gisele ganharia medalha de honra das políticas de gênero. Mas no Brasil do politicamente correto, enfeitar-se para o marido virou dominação machista.

Nunca, nem em sonhos, despreze qualquer bandeira esquisita desenrolada e exibida como politicamente correta. Ela pode parecer frango congelado, coisa sem pé nem cabeça, mas atenção: não importa o tempo que leve nem os meios requeridos, cedo ou tarde, haverá militantes em número suficiente para mobilizar ingênuos e a bandeira vai em frente. Ou vai pela via do Congresso, ou pela do Judiciário, ou pelo aparelhamento de movimentos e conselhos criados e controlados pelos que a conceberam. E, quando nada disso funciona, sempre há alguma instituição internacional bem alinhada com os projetos de poder onde ela será cravada.

A lista de antecedentes é imensa! Sem esgotá-la, lembro alguns. Durante anos, por exemplo, tentaram criar a tal Comissão da Verdade, cujos redatores sagrados definirão o que é verdadeiro e o que é falso em quatro décadas da nossa história. Algo tão ridículo quanto parece. Mas cresceu e já deu cria. Começam a pipocar filhotes da comissão em todo o país. Trazer as uniões homossexuais para o Direito de Família demorou um pouco mais. Mas os ministros do STF saíram do armário, substituiram-se ao Congresso, legislaram e pronto. Reduzir o embrião humano à condição de coisa dispensável pelo ralo da pia foi mais rápido, pela mesma trilha. Embrião não faz passeata. Como se vê, a coisa vem de longe e está apenas começando. Foi assim com os exageros do ECA, com a lei de quotas raciais, com as políticas de gênero, com as manipulações ideológicas dos concursos públicos e do ENEM, com os escandalosos livros didáticos do MEC, com o fim do ensino religioso. E anote aí: cedo ou tarde, como feto não vota, também estará aprovado o Estatuto que disciplinará sua extração em vida, aos pedaços.

Não será diferente com o controle da imprensa. Lula assumiu a presidência em 2003 e já em 2004 o Ministério da Cultura apareceu com o projeto de lei dos audiovisuais, nascido do “diálogo com alguns segmentos sociais”. Foi a primeira tentativa de impor esse controle. E a primeira inútil rejeição, porque é só uma questão de tempo e de achar o jeito. O recente Congresso da legenda que manda no país deixou bem claro o quanto é intolerável a opinião de quem se lhe opõe. Ao mencionar a corrupção, o partido proclamou que a combaterá “sem esvaziar a política ou demonizar os partidos, sem transferir, acriticamente, para setores da mídia que se erigem em juízes da moralidade cívica, uma responsabilidade que é pública, a ser compartilhada por todos os cidadãos”. Os “setores da mídia” não perdem por esperar.

Agora foi a vez da feminista que Dilma pôs na Secretaria Especial de Política para Mulheres. Do alto de suas tamancas de ministra, dona Iriny Lopes denunciou ao Conar o anúncio da Hope estrelado por Gisele Bündchen. Na opinião daquela autoridade federal, a peça reforça “o estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual e ignora os grandes avanços alcançados para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”. Estamos diante do mesmo tema – o desejo de controlar tudo. Até o pensamento! O totalitarismo é assim mesmo, voraz. Intolerável uma mulher enfeitar-se para seduzir o marido! Fosse para algum sexo casual, estaria tudo bem. Fosse para uma mulher, melhor ainda, Gisele ganharia medalha de honra das políticas de gênero. Mas no Brasil do politicamente correto, enfeitar-se para o marido virou dominação machista. Pára com isso, Gisele! Bota um camisolão comprido, de florzinhas. Roxas. Dona Iriny e o governo federal agradecem.