Faltam convicção e autoridade

ESCRITO POR NIVALDO CORDEIRO | 20 JUNHO 2013
ARTIGOS – MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

O mecanismo é sempre o mesmo. Um grupo de pessoas faz propostas utópicas e sai às ruas. Se tem algum tipo de ressonância, a coisa cresce, mas ninguém se lembra mais da utopia inicial.

Pior quando chegar o momento em que turbas contrárias tomarem o espaço público com propostas opostas. A chance de guerra campal é toda.

A explosão de violência que ontem se viu, ao abrigo do chamamento para mobilização do Movimento Passe Livre, era perfeitamente esperada. Nenhum movimento de massa, bradando palavras de ordem raivosas, escapa a esse desfecho. O surpreendente, desde o início, foi o apoio dado pelos meios de comunicação na convocação e no incentivo para que a população fosse às praças públicas. Toda essa geração que está fazendo jornalismo e era adolescente em 1968 parece tomada por uma nostalgia perigosa, que quer o revivaldaquele tempo louco. A manifestação também revela a adesão dessa gente – e não apenas dela, mas de um grande grupo da classe intelectual – que anseia por algum tipo de revolução em seu tempo de vida.

Milagrosamente o Brasil tem escapado, desde o século XX, das revoluções genocidas que então vimos. Essa mentalidade revolucionária está disseminada e contribui para a perda do senso crítico e mesmo do instinto de perigo. Revolução é morte e genocídio, sangue e dor. Mas os que anseiam pela revolução parecem ignorar as lições da história.

O mecanismo é sempre o mesmo. Um grupo de pessoas faz propostas  utópicas e sai às ruas. Se tem algum tipo de ressonância, a coisa cresce, mas ninguém se lembra mais da utopia inicial. Agora o pedido principal é duplo, tarifa zero e estatização do transporte coletivo. Ambas as proposições são inexequíveis, pois não há recursos para tal. O passo seguinte é imaginar como pôr a ideia absurda em execução, sempre em prejuízo da propriedade privada, em geral mediante elevação de impostos, ignorando que estes já são proibitivos. O não atendimento das reivindicações dá a falsa  motivação para a continuidade do movimento, até o paroxismo.

A utopia permite o discurso auto referenciado, retro alimentador, permitindo a mobilização alucinada da militância.

A nota deprimente dos acontecimentos recentes é a omissão descarada das autoridades. Aos governantes do PSDB faltam as convicções democráticas essenciais de que a sociedade aberta não pode prescindir de ordem e respeito à lei, cabendo a elas mesmas comandar a repressão aos excessos. A omissão da polícia tem sido uma das causas, não apenas para o crescimento do movimento, mas sobretudo para a elevação da sede de violência da turba.

Os acontecimentos recentes lembram em muito aqueles que se viu no anos 30 do século passado. É a ideia cara aos revolucionários a da “ação direta”. Esse método de ação política é essencialmente violento e perigoso. Pior quando chegar o momento em que turbas contrárias tomarem o espaço público com propostas opostas. A chance de guerra campal é toda. O que vimos de violência até agora parecerá desfile pela paz.

O desgaste das forças políticas parece generalizado. Até o PT colheu o seu quinhão, mas não devemos esquecer que é esse partido aquele que cultiva os grupos radicais partidários da ação direta, como é o MST. É ele o capitão do time, o único que poderá colher frutos se o movimento revolucionário prosperar. Nos tempos atuais as duas únicas forças capazes de “fechar o sistema” são as Forças Armadas, cada vez mais desarmadas no plano político, e o próprio PT, partido com aptidão totalitária e com projeto político totalitário. Quem apoia o povo na rua não pode esquecer de que pode estar dando o poder total discricionário ao PT.

Realmente espero que nos próximos dias a autoridade seja restabelecida e que as convicções democráticas prevaleçam, apoiando a polícia na repressão dos baderneiros.

Comentário em vídeo:
A decisão de baixar as tarifas de transportes públicos foi o maior erro político de Geraldo Alckmin e o PSDB, secundado por Fernando Haddad, porque mostrou falta de autoridade do governo. A massa rebelada não poderia ter essa vitória. Agora a praça pública será alvo de todas as manifestações que queira dobrar o governo.

 

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por adrianobombeirodf Postado em Política

O PT como sintoma da moralidade dos nossos tempos

ESCRITO POR LEONARDO BRUNO | 08 NOVEMBRO 2012
ARTIGOS – GOVERNO DO PT

A despeito do julgamento do mensalão pelo STF e da condenação dos réus José Dirceu, José Genoíno, Marcos Valério e Delúbio Soares, membros da cúpula do PT, pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, boa parte do povo brasileiro revela uma indiferença cínica para um escândalo político de graves proporções. A indiferença, em alguns casos, vira cumplicidade com o crime. As campanhas eleitorais e seus resultados aparentes retratam um problema sério de colaboração do povo com a ilegalidade. Ou, no mínimo, com a estupidez.

Dentro desta crise moral, Lula permanece incólume como um símbolo político. O homem que mais se beneficiou com o mensalão  – e foi seu chefe-mor –  apareceu ao lado de vários candidatos a prefeito nas capitais brasileiras. O ex-presidente pode indicar um macaco, um bonifrate ou um poste mijado como Fernando Haddad para prefeitura de São Paulo. Pode chamar até seus eleitores de idiotas, ao afirmar que o povão está mais preocupado com a partida do Palmeiras do que com as trapaças do mensalão. Não importa, a gente bovina vota. Se a imagem de Lula arrecada votos, ao invés de espantá-los, é porque boa parcela do povo médio se rebaixou a um nível tal de indignidade moral, que nem merece ser comparado à gente honesta. Merece ser chamado de turba de delinquentes.

Entretanto, essa delinquência contaminou praticamente todas as esferas políticas e sociais da nação. Não há uma oposição que ouse criticar o governo petista, seja na imagem de Lula ou de Dilma Rousseff. Como não há nada de espantoso que o PSDB em São Paulo perca as eleições municipais. Os tucanos nunca foram autênticos opositores. Na pior das hipóteses, acabaram se tornando aliados do status quo. As agendas políticas, com algumas adaptações, são praticamente as mesmas. Se alguém quiser acusar o ex-ministro da educação Fernando Haddad de patrocinar o chamado “kit gay” nas escolas, não há diferença com relação a Serra, que também banca o mesmo material pornográfico para crianças.
Qual candidato é anti-cotas raciais?
Qual grupo político é contra o casamento homossexual, aborto e toda a cartilha da agendinha politicamente correta?
Qual candidato critica abertamente o aparelhamento do Estado pela engrenagem petista?
Qual candidato é o defensor da livre empresa contra o estatismo?

Quando o PSDB não representa a outra face da mesma moeda socialista, vende o discurso de um partido tecnocrata, preocupado mais com números e resultados do que com conjunturas políticas. Um exemplo clássico disso é o que se viu aqui nas eleições de Belém. Edmilson Rodrigues, do PSOL, aliado de Lula e Dilma Rousseff, não poupou esforços em caluniar o seu rival, o candidato tucano Zenaldo Coutinho. Do outro lado, contudo, há um bom mocismo que chega a ser irritante. Não há propósito ideológico ou político claro, mas tão somente um insosso discurso administrativista, querendo conciliar gregos e troianos. Por mais que o PSDB tenha conquistado a prefeitura de Belém, o fato em si é que aqui também não há oposição ao governo federal. Ou melhor, os tucanos já dizem que vão negociar com a União. Em nome do pragmatismo, uma certa ala tucana quer ser mais esquerdista do que os próprios petistas. Quer ser amiguinha de Lula e Dilma Rousseff.

Se Lula serve de vitrine para o PT e, em alguns casos, para o PSOL, os tucanos e demais rivais políticos morrem de medo de manchar a reputação do ícone do pau oco. Na prática, os próprios tucanos ajudaram a criar a mitificação de Lula. Com exceção de artigos ou vozes isoladas na imprensa ou na Internet, o lulismo acabou virando expressão de santidade, de infalibilidade, de referência, ainda que por trás da imagem, promova podridão, falcatruas e a corrupção mais descarada na república.
E o petismo conseguiu ainda algo além: corrompeu as instituições e o próprio credo do povo na moralidade e na decência. Transformou a mentira, a falsificação, a desonestidade em hábitos aceitáveis, costumes louváveis, quando os fins são os propósitos políticos e econômicos escusos.  

Não se pode ignorar: o PT não age sozinho. A imprensa, a universidade e o sistema educacional brasileiro, controlados pelos socialistas e comunistas, têm sólida colaboração para a degeneração moral.

Alguns medalhões professores da USP e da PUC assinaram seu manifesto pró-Haddad. Curiosa prática: na época de Stálin, era comum que intelectuais assinassem manifestos para caluniar dissidentes, esmagar oposições políticas ou defender as práticas criminosas do totalitarismo soviético. Os socialistas e comunistas de hoje, como se vê, não perdem o cacoete de rebanho. Colaboram com um manifesto para defender o pior ministro da educação do país, um sujeito cujo trabalho acadêmico e universitário doutoral de maior relevância foi promover justamente a ditadura soviética. Não é de se espantar: professores e educadores são cúmplices na queda de qualidade da educação brasileira. Transformaram-na tão somente numa engrenagem de expansão da ideologia do partido onipotente e totalitarista. Daí os números vergonhosos na educação brasileira. Daí colaborarem com o ex-ministro patrocinador do analfabetismo funcional nas escolas e universidades e do kit gay.

A dublê de filósofa Marilena Chauí defendeu o atual aliado de ocasião do PT à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf.  Outrora criatura odiada pelas esquerdas, ele foi lembrado como “excelente administrador” e “engenheiro”. Espantosa explanação: a filosofastra da USP acusa São Paulo de ser “protofascista” e se alinha em declarações chorosas a um dos maiores espantalhos do regime militar e da corrupção em São Paulo.
A enlouquecida uspiana soltou outra pérola, em defesa da candidato do petista: “Haddad é a resposta da civilização contra a barbárie!”. Os uspianos da FFLCH têm a fama de maconheiros e desordeiros. Será que Chauí não deve puxar uma, para falar tamanha insanidade? As opiniões dela não valem uma noite de programa das prostitutas da Rua Augusta. Se bem que o governo deve pagar muito bem por cada sandice escrita ou emitida por ela.

Alguns juristas também entraram na farsa lulo-petista-stalinista. Assinaram outro manifesto para defender o poste mijado de Lula. Eis um trecho da pilhéria:
“Como solução para os problemas em áreas sensíveis para o povo, como saúde, educação, transporte e moradia, Serra representa mais do mesmo: submissão aos interesses do mercado imobiliário, políticas higienistas, privatizações (disfarçadas sob as Parcerias Público-Privadas e as Organizações Sociais) e recrudescimento da violência policial contra os pobres e os movimentos sociais”.
Curiosa análise esta, sobre as privatizações. Não se está falando de gente imbecil, mas de pessoas que estudam as leis. A “privatização” é uma palavra maldita para eles, embora, na prática, não há privatização propriamente dita, mas concessões públicas do Estado para determinados serviços realizados pela iniciativa privada. Obviamente ninguém toca no Prouni, um processo de expansão das universidades privadas pelo Estado. O Sr. Haddad expandiu, como nunca, as bibocas universitárias, para criar uma geração de bacharéis semiletrados. Ainda que a maioria das faculdades do Prouni não tenha as mínimas condições para funcionar e simplesmente uma parte assustadora seja reprovada pelo MEC, Haddad financiou educação de má qualidade no ensino superior, torrando dinheiro público em estabelecimentos de ensino que jamais sobreviveriam sem a mamata estatal. Dilma Rousseff também ameaçou privatizar os portos e aeroportos. Mas ninguém aí toca no assunto.

Privatização é “maldita” quando são para os outros. Quando a própria esquerda prega “parceria-público-privada”, exala corrupção aos ares. Os amiguinhos do rei se tornam donos privados da coisa pública e nenhum professor esquerdista de direito da USP se escandaliza com isso. Ou melhor, joga tudo por debaixo do tapete e quem sabe, pode virar até secretário ou ministro do governo.

Outra professora uspiana, a socióloga Amália Cohn, cuja mensagem foi publicada no site Carta Maior, em ato público na USP de apoio a Haddad, emite as seguintes palavras: “São modos de governar radicalmente distintos. Uma, tecnocrática e se reduz a uma questão contábil, outra de transformação civilizada e apropriação do espaço público”. Neste ponto, ela tem razão. A prefeitura Haddad será a apropriação “civilizada” do espaço público pelo PT. É a corrupção civilizada e justificada através de eleições, onde o bem público se torna propriedade privada da camarilha do partido!

Não custa nada falar: gente como Chauí, Amália Cohn et caterva, na USP, demonstram essa “apropriação” nada “civilizada” do espaço público. E a redução completa da universidade e da sociedade civil aos caprichos e abusos do partido-Estado totalitário.

Até a Teologia da Empulhação se manifestou a favor do poste mijado. Os católicos fajutos, apóstatas e comunistas assinaram o manifesto pró-Haddad, através da Pastoral da Juventude. Os bandidinhos papa-hóstias ainda falam em nome da “doutrina social da Igreja”. Ao que parece, os iletrados leigos e clericais não leram as encíclicas papais de Leão XIII, Pio X, Pio XI e Pio XII, que inclusive, excomungam católicos que votam em comunistas. Ou se leram, ignoram frontalmente, pelas encíclicas da igrejola do PT. A esquerda católica transforma a religião num grande circo político para agradar e canalizar votos aos petistas A farsa, lamentavelmente, não se restringe apenas à esquerda católica. O charlatão Gabriel Chalita não fez teatrinho da Santa Missa, levando o ateu pró-soviético Haddad para rezar? Onde estava o arcebispo de São Paulo e cardeal Dom Odilo Scherer para protestar contra esse sacrilégio caricatural da liturgia católica?

O insigne eclesiástico tem má fama por boicotar movimentos católicos conservadores e idôneos. Por sua obra, os militantes pró-vida foram sutilmente impedidos de se manifestar na Sé em protesto contra a legalização do aborto. No entanto, os militantes da Teologia da Libertação tiveram passe livre para fazer suas politicagens pró-comunistas na mesma catedral.  As declarações severas de Bento XVI sobre a Teologia da Libertação são solenemente ignoradas na outra margem do Atlântico.

Scherer fez um pequeno pronunciamento contra Celso Russomano e os escroques da Igreja Universal. Porém, o resto foi só silêncio quando os dois candidatos, do PSDB e do PT, patrocinaram abertamente a agenda homossexual nas escolas. Será que o ilustre cardeal só protestou contra Celso Russomano para incrementar a campanha de Fernando Haddad? A resposta está ainda no ar, incomodando as consciências verdadeiramente católicas.

A vitória de Haddad em São Paulo é um pequeno microcosmo moral de um novo tempo político. Um tempo onde a verdadeira moralidade é substituída pelo compromisso mafioso de uma quadrilha de bandoleiros, escroques e ladrões públicos da pior espécie. Um tempo em que o bem comum e a coisa pública são desfigurados para se transformar na vontade absoluta e despótica do Partido-Estado. Um tempo no qual a fraude, a usurpação, a criminalidade, a mentira e alienação se tornam altas expressões de senso ético e intelectual do país.

O povo é convidado e induzido a colaborar com a inversão moral, elevada a regra comum de vida.

Em suma, o Brasil está dominado por um câncer político que corrói o corpo, a alma e as instituições do país.

por adrianobombeirodf Postado em Política

Cassar deputados envolvidos no mensalão ainda é o desafio

 

Juliana Colares

Publicação: 11/11/2012 07:00 Atualização:

Em 2012, quatro parlamentares responderam a processos no Conselho de Ética e nenhum perdeu o mandato: caso do mensalão, entretanto, deve seguir direto para CCJ por ter transitado em julgado (Iano Andrade/CB/D.A Press)

Em 2012, quatro parlamentares responderam a processos no Conselho de Ética e nenhum perdeu o mandato: caso do mensalão, entretanto, deve seguir direto para CCJ por ter transitado em julgado

Com a proximidade do fim do julgamento da Ação Penal 470, a principal dúvida é sobre o futuro político dos deputados federais condenados no escândalo do mensalão. O assunto é controverso, mas o entendimento vigente no Legislativo é de que um parlamentar só perde o mandato se o Congresso decidir pela cassação, mesmo quando há condenação judicial. Como a Câmara dos Deputados irá se comportar diante de um caso tão polêmico, ninguém sabe. Olhando para o passado, no entanto, vê-se uma Casa que arquiva muito e pune pouco. Nos últimos oito anos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar instaurou 111 processos. Apenas quatro culminaram com a perda de mandato, 3,6% do total.
Entre 1949 e 2011, 179 deputados federais acabaram cassados. A maior parte (150) foi punida durante o período militar. Desde 2005, quando o mensalão veio à tona, 11 parlamentares perderam o mandato. Sete por conta de decisões judiciais, das quais quatro oriundas da Justiça Eleitoral. É o caso do único cassado em 2011: Chico das Verduras (PRP-RR), punido por compra de votos. Em 2012, três deputados responderam a processos no Conselho de Ética. Nenhum perdeu o mandato. Nos três casos as representações foram arquivadas sem nem sequer chegarem a ser investigadas. Há, ainda, situações em que o Conselho de Ética aprova o parecer pela cassação, mas o plenário da Câmara mantém o parlamentar na função. A perda de mandato pode ser declarada com maioria absoluta dos votos (257 dos 513 deputados) ou pela Mesa Diretora, no caso, por exemplo, das condenações feitas pela Justiça Eleitoral.

O Estatuto da Destruição da Família

 

ESCRITO POR FELIPE MELO | 10 NOVEMBRO 2012

notsotraditionalIsto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade.

Existem algumas situações com as quais nos deparamos na sociedade atual que, a bem da verdade, enchem-nos de uma profunda e justificada indignação. Para nós, que assumimos publicamente e defendemos sem medo que aos homens não é possível nenhuma auto-afirmação legítima, sólida e saudável que seja divorciada da ordem moral, testemunhar as barbaridades perpetradas por aqueles que se encontram a diuturno serviço do espírito revolucionário é ultrajante. A multiplicidade de aspectos da nossa realidade, que tem sido minuciosamente seviciada há muito tempo, provocam em nós os mais díspares efeitos, da raiva mais inflamada ao pessimismo mais melancólico. Recorrer às letras, às imagens e ao som é sempre uma forma produtiva não apenas de extravasar esses sentimentos, mas de reagir ao que se passa, de alertar os circundantes sobre a gravidade dos acontecimentos.

Óbvio que nem todos são positivamente obrigados a indignar-se dessa forma. A ralé ralante – para usar uma expressão de Baltasar Gracián – a serviço da Revolução é matreira e sabe como fazer seu trabalho de um modo sutil, à surdina – o que torna nosso trabalho muito necessário. Entretanto, há algumas coisas que ultrapassam em tão larga medida o limite do meramente intolerável que, a bem da verdade, parecem ter a proeza de roubar-nos até mesmo a capacidade de articulação para o alerta e a denúncia. Essas coisas são tão absurdamente explícitas, tão ululantemente óbvias, que o que mais nos indigna não é tanto a sua natureza brutal, mas a pusilanimidade e a pasmaceira gerais diante delas.
Confesso que escrever essas linhas está sendo como tirar leite de pedra, pois estou justamente num desses momentos de estupefação – e, para quem combate o espírito revolucionário e seus sicários, impressionar-se com alguma coisa é algo cada vez mais difícil com o passar do tempo. A Comissão Especial da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, entregaram ao presidente do senado, José Sarney, em 23 de agosto, o anteprojeto doEstatuto da Diversidade Sexual (EDS). Composto de 111 artigos, o EDS é uma das peças mais grotescas e aviltantes já concebidas na história brasileira.

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Maria Berenice Dias (E), da OAB, entrega a Sarney o anteprojeto do EDS com Marta Suplicy.

Este artigo tratará dos pontos mais absurdos do texto feito pela OAB. Os trechos em negrito são grifos nossos.

Art. 13 – Todas as pessoas têm direito à constituição da família e são livres para escolher o modelo de entidade familiar que lhes aprouver, independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A Constituição Brasileira estabelece no § 3º do art. 266 que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Se o STF, cujos ministros certamente foram vítimas de profunda crise coletiva de diverticulite encefálica, atropelou a Carta Magna ao estabelecer que, de acordo com o “espírito Constituinte”, a união homoafetiva é equivalente ao casamento entre homem e mulher, esse artigo do EDS esmigalha a letra constitucional sem piedade. Notem que o “modelo de entidade familiar que lhes aprouver” pode ser qualquer coisa: dois homens, duas mulheres, três homens, três mulheres, um homem e duas mulheres, uma mulher e dois homens… Não há limites – mesmo porque o EDS deixa implícito que a própria existência de limites seria um empecilho a esse suposto direito. Assim sendo, qualquer coisa poderá ser considerada união estável. Emblemática e ironicamente, no mesmo dia em que o anteprojeto do EDS foi apresentado a Sarney, um cartório de Tupã, interior paulista, lavrou uma escritura pública de união poliafetiva (sic) entre um homem e duas mulheres.

Art. 14 – A união homoafetiva deve ser respeitada em sua dignidade e merece a especial proteção do Estado como entidade familiar.

O anteprojeto não defende que a família, seja de que tipo for, mereça especial proteção do Estado, mas apenas a união homoafetiva. Não é fornecido nenhum argumento que justifique esse posicionamento, o que deixa margem a muitas especulações. A mais óbvia é de que o modelo tradicional de família – um homem e uma mulher unidos em matrimônio – não é digno da mesma proteção que a união homoafetiva merece. De duas, uma: ou a família tradicional é mais forte e demanda menos tutela do Estado, ou a ela é menos desejável para a sociedade em que vivemos.

Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.

Esse é, certamente, um dos artigos mais estapafúrdios do EDS. A OAB parece demonstrar, nesse trecho, que qualquer menção à existência da família tradicional em documentos identificatórios deve ser suprimida por representar um símbolo anacrônico, lembrança de um modelo ultrapassado de organização humana que deve ser superada.

Art. 39 – É reconhecido aos transexuais, travestis e intersexuais o direito à retificação do nome e da identidade sexual, para adequá-los à sua identidade psíquica e social, independentemente de realização da cirurgia de transgenitalização.
Art. 40 – A sentença de alteração do nome e sexo dos transexuais, travestis e intersexuais será averbada no Livro de Registro Civil de Pessoas Naturais.
Parágrafo único – Nas certidões não podem constar quaisquer referências à mudança levada a efeito, a não ser a requerimento da parte ou por determinação judicial.

A vedação de toda e qualquer referência à mudança de nome da pessoa, considerada pelo EDS uma “retificação” – ou seja, a correção de um erro –, apenas reforça a ideia de que a identidade sexual da pessoa é algo construído socialmente. A OAB, autora do anteprojeto, demonstra considerar o ser humano uma tabula rasa, um objeto que pode ser modificado de qualquer maneira a depender das circunstâncias. Não deixa de ser uma ideia que, no fundo, remete à engenharia social.

Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.

O que isso significa na prática? As escolas terão de evitar a comemoração de efemérides como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Avôs e das Avós, ou fazê-las de modo que a família tradicional não receba o relevo e a atenção que merece – afinal, isso seria considerado preconceito indireto contra as uniões homoafetivas ou poliafetivas.

Art. 67 – É vedado inibir o ingresso, proibir a admissão ou a promoção no serviço privado ou público, em função da orientação sexual ou identidade de gênero do profissional.
Art. 68 – Quando da seleção de candidatos, não pode ser feita qualquer distinção ou exclusão com base na sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Esses dois artigos lembram analogamente uma situação que está ocorrendo nos Estados Unidos. O governo de Barack Hussein Obama sancionou uma lei que obriga todos os empregadores americanos – empresas públicas e privadas, com fins lucrativos ou não – a fornecerem medicamentos contraceptivos e abortivos a quaisquer funcionárias que os requisitem. Diversas organizações católicas que atuam na área educacional e no terceiro setor acionaram judicialmente a administração Obama, uma vez que isso fere a filosofia das entidades mantenedoras dessas organizações e representa uma afronta à liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Com base nos dois artigos acima, organizações religiosas ficariam impedidas de escolher seus funcionários com base em critérios éticos congruentes com suas convicções religiosas, sendo virtualmente obrigadas a contar com um quadro de funcionários que não seja integralmente montado de acordo com seus próprios critérios.

Art. 106 – A participação em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:
I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;
II – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a superação das desigualdades decorrentes do preconceito e da discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;
III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação e às desigualdades em todas as manifestações individuais, institucionais e estruturais;
IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a representação da diversidade sexual nas esferas pública e privada;
V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;
VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.

Se existem sistemas de cotas raciais para acesso ao ensino superior público e concursos públicos, por que não estabelecer cotas sexuais? É justamente isso que esse artigo do EDS propõe. Não apenas isso: também estabelece acesso privilegiado a recursos públicos tendo como único critério a identidade sexual.
Isto, caríssimos leitores, é o que a Ordem dos Advogados do Brasil e uma boa porção de nossos parlamentares, bem como a totalidade das organizações paragovernamentais LGBT, desejam para nosso País: a desconstrução da família, o alicerce da sociedade. Caso o Estatuto da Diversidade Sexual, esse folhetim de natureza inegavelmente inconstitucional e imoral, chegar a ser aprovado, o potencial efeito desagregador que isso terá no Brasil será algo inimaginável. Se a situação está crítica agora, ela será um sonho idílico comparado com o que está por vir.

Brasil rumo ao socialismo

Fonte http://ailtonreis.blogspot.com/2007/07/brasil-rumo-ao-socialismo.html

PT discute rumos da política continental em encontros camuflados com Chávez, Fidel e até as FARC

Ailton Reis

Com o fim da guerra fria, o mundo pôde respirar em paz. As tensões entre Estados Unidos e União Soviética, que por décadas causaram angústia generalizada, haviam terminado. Para muitos, a dissolução da URSS simbolizaria não apenas o fim do conflito, mas uma espécie de atestado de óbito do pensamento comunista. A história provou o contrário, transcorridos 17 anos após a queda do muro de Berlim, o folhetim revolucionário recuperou sua força, tendo fortes bases na América Latina, Ásia, e em parte da Europa.

Tal ascensão não é fruto do acaso. Na América Latina, onde já se começa a colher os primeiros frutos, a esquerda se organizou para coordenar e unificar forças, viabilizando sua reestruturação.

O Foro de São Paulo

Em 1990, frente ao colapso da União Soviética, o atual presidente Lula e o líder cubano Fidel Castro convocaram partidos e entidades da esquerda latino-americana para uma reunião na cidade de São Paulo. Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, atenderam ao chamado diversos partidos e guerrilhas como o Exército de Libertação Nacional (ELN, Colômbia); as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua. O evento, que passou a ser repetido em diversas cidades, recebeu o nome de Foro de São Paulo (primeira cidade a sediá-lo).

O início da década de 90 foi péssimo para a esquerda internacional. O desmoronamento da URSS externou o sucateamento do sistema adotado. O Foro de São Paulo constituiu um instrumento fundamental para a reorganização do movimento comunista, contribuindo para elaboração de metas e ações em comum. As FARC, em saudação que enviou à XIII Reunião do Foro de São Paulo, em El Salvador, salientou a importância do Foro: “…É nesse preciso momento que o PT lança a formidável proposta de criar o Foro de São Paulo, trincheira onde nós pudéssemos encontrar os revolucionários de diferentes tendências, de diferentes manifestações de luta e de partidos no governo, concretamente o caso cubano”.

Valter Pomar, secretário de relações internacionais do PT, diz que o Foro de São Paulo tinha como objetivo tático “resistir ao neoliberalismo”. A longo prazo, segundo ele, uma das metas é unificar a América Latina com a construção de uma instituição política supra-continental, com Parlamento e moeda comum.

Quando teve início em 1990, apenas um membro do Foro de São Paulo era chefe de estado, Fidel Castro em Cuba. Atualmente, entre membros e apoiados pelo Foro, existem nove: além de Fidel, há Lula (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador), Tabaré Vazquez (Uruguai), Michele Bachelet (Chile) e Néstor Kirchner (Argentina).

Controvérsias

O PT afirma que as reuniões são apenas foros de debate, não um sistema de coordenação política internacional. Porém, nas declarações emitidas ao fim de cada encontro, são apresentadas inúmeras resoluções, ou seja, decisões de caráter deliberativo, assinadas por todos os membros participantes. Segundo Graça Salgueiro¹, jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista, “o coração e o cérebro do Foro de São Paulo residem no Grupo de Trabalho que se reúne uma ou duas vezes ao ano, com o objetivo de traçar as metas para os encontros anuais do Foro. Essas metas são mais tarde debatidas nos Encontros e de lá saem as resoluções que vão ser postas em prática, em ações coordenadas, por todos os países membros do Foro”.

Alejandro Peña Esclusa², presidente da associação civil venezuelana Fuerza Solidaria, disse que o Foro de São Paulo possui profundas contradições. Segundo ele, o FSP condena “o crime organizado, o terrorismo e o narcotráfico”, porém, omite que entre seus membros fundadores encontra-se as FARC e o ELN, "organizações criminosas e terroristas que se financiam com o narcotráfico e o seqüestro”. Esclusa afirma ainda que o Foro defende a ‘independência e a soberania’ das nações latino-americanas e, ao mesmo tempo, critica ‘a intervenção estrangeira, a subordinação e o colonialismo’ porém, não diz que o “castro-comunismo exporta sua revolução ao resto do continente e influi notavelmente sobre seus aliados”.

Vale acrescentar que, ao mesmo tempo em que deseja a construção de uma “América Latina e caribenha de soberania, democracia e igualdade”, o Foro de São Paulo presta apoio ao regime Cubano e à guinada autoritária de Hugo Chávez na Venezuela.

Negligência ou auto-censura?

Apesar da grande relevância que possui, o evento é pouco divulgado. O assunto é tratado como tabu pela grande mídia e pelo PT. Em 2005, quando a revista Veja publicou a matéria “Os tentáculos das FARC no Brasil”, acusando o PT de ter recebido cinco milhões de dólares para campanha eleitoral proveniente das FARC, o Foro de São Paulo até chegou a ser mencionado, só que indiretamente,“os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das Farc são antigos. Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do Muro de Berlim”.

Segundo o presidente da república, é importante manter o FSP longe do domínio púbLico. No discurso que fez em 2005, em virtude das comemorações de 15 anos do Foro de São Paulo, Lula ressaltou que o Foro é um instrumento útil para “conversar sem que parecesse” e sem que as pessoas entendam qualquer interferência política. Exemplificando, ele cita a crise política da Venezuela em 2004, afirmando que graças às relações de Hugo Chávez com o Foro, foi possível chegar a uma solução pacífica, com a elaboração do referendo que consolidou Chávez no governo

por adrianobombeirodf Postado em Política

A esquerda e o Islã de mãos dadas

Escrito por Leonardo Bruno | 08 Fevereiro 2011

Artigos – Globalismo

O Islã será o rolo compressor contra as democracias ocidentais, com o agravante de ter uma força cultural muito maior do que o nazismo. Enquanto isso, potências como Rússia e China vão explorar o caos de uma guerra contra o Ocidente, para esmagarem os dois lados enfraquecidos.

O professor idiota médio, aquele esquerdista encontrado em universidades e escolas, que choraminga horrores sobre a "falecida" (ou a falsa defunta) União Soviética e canta de coro e verso elogios sobre a ditadura de Fidel Castro e sua similar "bolivariana" na Venezuela de Hugo Chávez, nutre uma pernóstica admiração pelas ditaduras teocráticas islâmicas. A questão aí é confusa e necessita de uma visão mais apurada. O professor idiota médio não fala por osmose, por geração espontânea, até porque não tem miolo para tanto, mas fala por macaquices. Ele tem suas fontes de influência e desinformação: Revista Caros Amigos, Carta Maior, Le Monde Diplomatique, cartilhas do PT ou do Partido Comunista, etc.

Por que a esquerda ocidental defende, aprova e legitima a cultura politicamente correta homossexual e feminista no Ocidente e contraditoriamente se posiciona a favor dos regimes islâmicos, que colocam mulheres feministas na cadeia e enforcam gays? Por que a esquerda ocidental odeia tanto o cristianismo, ao mesmo tempo em que aprova o fundamentalismo islâmico e o terrorismo? Por que uma militância ateísta e laicista, de repente, se torna aliada ao que há de pior no fanatismo e no atraso político totalitário religioso?

Uma coisa parece bastante óbvia: há uma aliança política entre o Islã totalitário e os regimes comunistas. Ou melhor, há uma aliança tática entre o Islã e os militantes comunistas e socialistas do ocidente. A Venezuela se aproxima do Irã para o desenvolvimento conjunto de armas nucleares, com a ajuda da Bolívia, que fornece o urânio. Os grupos terroristas islâmicos são armados com logística soviética e chinesa, além de norte-coreana, e seus excedentes de armas são disseminados na América Latina, através do narcotráfico das Farc e demais grupos terroristas de esquerda. Mesmo o proto-ditador Hugo Chavez compra armas soviéticas da Ucrânia e da Rússia.

Na verdade, o Islã faz o mesmíssimo papel que Hitler fez na Segunda Guerra Mundial. Um dos fatores que motivaram a aliança comunista com Hitler, através do Pacto Ribentropp-Molotov, era a perspectiva de que a Alemanha nazista, ao guerrear contra o oeste, se enfraqueceria, junto com as democracias ocidentais. Os regimes totalitários sabiam das fraquezas e da covardia das democracias ocidentais, temerosas em declarar uma guerra. Tanto os nazistas, como os comunistas exploravam esse medo, através de uma campanha de desinformação em massa na imprensa e na opinião pública. O regime nazista era vendido como a muralha contra as hordas bolchevistas do oriente. E os comunistas ocidentais usavam, tanto o regime nazista, como os sistemas democráticos, como espantalhos de "sociais-fascismos" e idolatravam a expansão e dominação da União Soviética.

Paradoxalmente insuflavam movimentos pacifistas de desarmamento unilateral das democracias, já que na ótica deles, tanto as democracias, como os fascismos eram apenas "fascismos", estavam no mesmo plano político. Quando a União Soviética invadiu a Finlândia em 1939, pouco depois do Pacto de aliança entre Hitler e Stálin, os intelectuais de esquerda, dentre os quais, Eric Hobsbawn, defenderam alegremente a expansão criminosa da Rússia naquele país. E quando Hitler invadiu a França em 1940, os comunistas franceses boicotaram o esforço de guerra francês contra o exército alemão.

A Alemanha, outrora bastião anti-bolchevique, tornou-se justamente a porta de entrada comunista na Europa. O exército alemão, que dependia largamente da logística e petróleo soviético, e envolvido em uma guerra longa, seria boicotado pelos russos, que invadiriam a Alemanha e dominariam a Europa. Na verdade, a Alemanha seria o quebra-gelo do exército vermelho sobre todo o continente europeu. Hitler percebeu isso a tempo e invadiu a União Soviética, pegando de surpresa os russos. A completa derrota do exército alemão e de seus aliados no Leste Europeu deu passe livre para que o exército vermelho ocupasse metade do continente. A única situação que impediu a total bolchevização da Europa foi a presença do exército americano, que evitou que todo um continente fosse perdido para o totalitarismo russo.

A situação atual não é muito diferente. É apenas mais complexa. A disputa atual não é entre democracia e ditadura apenas, mas envolve toda a estrutura de uma civilização. Tanto o Islã, como o movimento comunista, são aliados na destruição completa da civilização cristã ocidental. Reitero, cristã, porque é o cristianismo que dá perfeita coerência aos nossos valores de direitos individuais e direitos humanos na democracia. Não se pode falar em sacralização da vida humana dentro do Estado laico que aprova o aborto. Nem a proteção da família com os "direitos" dos homossexuais e o decréscimo das famílias europeias e americanas. A perda de coerência de princípio das instituições européias e ocidentais gerou essa crise de valores, essa crise hierárquica de princípios, que faz o continente europeu e o ocidente definharem para a barbárie islâmica. A campanha em massa de degradação, difamação e destruição sistemática do cristianismo já é antiga. Porém, ela ganha força quando os próprios Estados democráticos se tornam virulentamente hostis à religião cristã. Mas é só à religião cristã. Do lado islâmico, através da política do multiculturalismo, a tolerância dos Estados ocidentais é anormal, abusiva e até criminosa.

Muitos poderiam objetar que a disputa entre ocidente e oriente é entre laicismo e religião, democracia e totalitarismo. Nada mais falso. O conceito de governo laico é pura invenção do cristianismo medieval. Parte da dessacralização do poder político e da recusa saudável da divinização do Estado, do rei ou do imperador, comum ao mundo antigo e ao mundo islâmico. No entanto, o laicismo, que é uma ideologia que destrói qualquer fundamento na transcendência, tem sua forma de idolatria: o materialismo, na figura do próprio Estado encarnado, que se torna vontade última no plano dos valores e do direito.

O relativismo moral, ético e cultural do Ocidente e o multiculturalismo são frutos cabais da militância laicista. A pregação intelectual laica gerou o esvaziamento ético e moral do Ocidente. Foi ela a responsável pela relativização geral dos costumes, que faz com que os islâmicos imponham sua sharia ou cortem clitóris de muçulmanas no continente europeu, sem o menor escândalo de governos democráticos e entidades de direitos humanos. Ora, se todos os valores estão no mesmo plano de relativismo cultural, por que condenar as práticas bárbaras dos islâmicos? Por que defender os valores do ocidente? A democracia liberal não será capaz de proteger esses princípios. Os liberais não entendem que os conceitos formais da democracia não são suficientes para defender o ocidente das tiranias e dos totalitarismos. A democracia liberal no ocidente só sobreviveu em alguns países porque havia um esquema moral e ético cristão ancestral, que colocava os direitos naturais acima da vontade do Estado.

Atualmente, dominados por um esquema mental utilitarista, os liberais acabam por acatar qualquer subjetividade neurótica e irresponsável em nome do respeito ao indivíduo. A militância pró-aborto, pró-homossexualismo, pró-destruição da família só existe porque o esquema utilitário do individualismo liberal permitiu uma completa destruição dos valores comuns da vida e da família comungados até então pelo Ocidente. Na sociedade ocidental, ninguém relativizava o direito à vida de um nascituro inocente. Tampouco as estruturas tradicionais da família e da sexualidade. As reinvindicações aparentemente "individualistas" de grupos desajustados, idiossincráticos ou mesmo criminosos tornaram-se armas poderosíssimas para destruir a democracia liberal, colocando em xeque todo seu sistema de liberdades, já que esse escopo só existe dentro do direito à vida e a proteção da família. Não é mera coincidência que estes grupos politicamente corretos sejam bancados ou apoiados pelos partidos comunistas. . .

As democracias liberais não foram poderosas o suficiente para se defenderem dos movimentos totalitários do tipo fascista ou comunista. E não serão poderosas o suficiente para derrotarem a expansão islâmica, junto com a aliança comunista. Ao acatarem o laicismo e o utilitarismo, os liberais dão armas prontas para todos os inimigos dos sistemas de liberdades. A democracia liberal pode acatar até a ditadura islâmica. Basta que os "indivíduos" islâmicos sejam maioria e votem em peso pela destruição das liberdades individuais. É o que de fato ocorre na Europa, com o crescimento vertiginoso da população muçulmana. Em outras palavras, o individualismo liberal, sem a tradição cristã que organiza uma hierarquia tradicional de valores comuns, é uma arma contra a própria democracia e a civilização.

Os islâmicos terroristas e os comunistas militantes sabem muito bem explorar o sistema de liberdades para destruí-lo. Eles tomam conta da opinião pública, intimidam as democracias e a chantageiam psicologicamente e invertem toda a crítica, a fim de desmoralizar moralmente o Ocidente. As democracias são paralisadas pela sua covardia ou excesso de bom mocismo. Tal como na época da expansão nazista, os políticos ocidentais tremem de medo perante o Islã. Serão sugados por ele.

A desestruturação cultural do Ocidente só tem uma meta: a sua completa destruição. E o Islã será o rolo compressor contra as democracias ocidentais, com o agravante de ter uma força cultural muito maior do que o nazismo. Enquanto isso, potências como Rússia e China vão explorar o caos de uma guerra contra o Ocidente, para esmagarem os dois lados enfraquecidos. Os objetivos estão perfeitamente claros: destruir o Estado judeu; islamizar a Europa e destruir as referências cristãs e ocidentais da cultura; desestabilizar as democracias na América Latina e implantar regimes totalitários pró-comunistas e pró-islâmicos. E, por último, fazer prostrar a nação norte-americana contra a força conjunta do imperialismo islâmico e comunista.

O atual caos egípcio é apenas o prelúdio que poderá levar o Oriente Médio e até o mundo à guerra. A ascensão da Irmandade Islâmica e a ameaça de quebra de acordo de paz entre o Egito e o Estado judeu irão restaurar a mesma estrutura geopolítica que engendrou a guerra dos seis dias contra Israel. E expor um país democrático à sanha fanática dos islâmicos. O Irã e a Síria estão pedindo a guerra. Falta o Egito aderir. E a esquerda ocidental finge defender a democracia, ao acatar a derrubada do ditador Hosni Mubarak, quando na prática, quer que o circo pegue fogo, aprovando a ascensão de uma ditadura pior e bem mais anti-ocidental.

Quem vencerá essa luta? Ninguém sabe. Porém, quaisquer que sejam os destinos, eles serão negros. George Orwell dizia que o totalitarismo seria uma bota esmagando um rosto humano. O Islã é a cimitarra no pescoço da humanidade.

por adrianobombeirodf Postado em Política

Erros estratégicos graves. O PT não aprende com a história. Pois não tem a memória nem tradição de grandes estadistas.

Geisel e Lula

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

Carlos Alberto Sardenberg

Não foi por acaso que parte da esquerda brasileira encantou-se com a política econômica do presidente Ernesto Geisel, na década de 70. O general, que trazia uma bronca dos americanos, tinha uma visão muito ao gosto da chamada ala desenvolvimentista da América Latina: o Estado comanda as atividades, investindo, financiando, subsidiando, autorizando (ou vetando) os negócios e a atuação de empresas. Mais ainda: com a força das estatais e seus bancos, o governo organiza companhias para atuar em determinadas áreas.

O presidente Geisel, claro, tinha mais poderes do que os governantes da democracia. Todos os setores importantes da economia estavam nas mãos de estatais, de modo que o controle era mais direto. Além disso, havia o AI-5. Quando o presidente dizia a um empresário ou banqueiro o que deveria fazer, a proposta, digamos assim, tinha uma força extra.

Mas Lula arranjou um modo de recuperar o modelo, no que foi apoiado e seguido por Dilma. Geisel, por exemplo, era o dono da Vale. Lula não era, mas pressionou a mineradora, impôs negócios e terminou substituindo o presidente da companhia. Geisel montou as famosas companhias da área petroquímica, tripartites, constituídas por uma empresa estrangeira, uma nacional privada e uma estatal, na base do um terço cada. Aliás, convém notar: não faltaram multinacionais interessadas. O capital não se move por ideologia, mas por… dinheiro. Devia ser um bom negócio entrar num país sem competição, com apoio de um governo local que não devia satisfações ao Legislativo, ao Judiciário ou à imprensa.

Do mesmo modo, as multinacionais do petróleo, hoje, vão topar (ou não) o novo modelo de exploração do pré-sal não por motivos políticos, mas pela possibilidade de ganhar (ou não) dinheiro.

Lula, no regime democrático, substituiu o AI-5 pela ampla base partidária, cooptada e/ou comprada com vantagens e cargos. Na economia, sobraram instrumentos poderosos, como os bancos públicos, especialmente o braço armado de empréstimos especiais do BNDES. Além disso, em um país de carga tributária tão elevada, qualquer redução dá uma vantagem enorme ao setor escolhido. O governo Lula-Dilma usa e abusa desse recurso.

Geisel ampliou a ação da Petrobras, levando-a à petroquímica, ao comércio externo e ao varejo dos postos de gasolina. O presidente Lula também mandou a Petrobras ampliar seus negócios e tratou de devolver à estatal parte do poder que perdera com a lei do petróleo de 1997, colocando-a como dominante no pré-sal.

Geisel tocou grandes obras, grandes projetos. Lula, idem. Não é coincidência que o petista tenha retomado usinas nucleares que constavam do Brasil Potência do general. Geisel tinha outra grande vantagem. Na época, não tinha licença ambiental, não tinha Ministério Público, nem sindicatos, nem juízes, nem ONGs para suspender obras.

Já Lula e Dilma passam o tempo todo tentando driblar esses “estorvos”, mas vai tudo mais devagar. Inclusive porque a repartição do governo por critérios partidários retira eficiência da administração, abre espaço para a corrupção.

O governo Geisel deixou uma ampla coleção de cemitérios fiscais e empresariais. Sua presidência beneficiou-se da estabilidade promovida pelas reformas da dupla Bulhões/Roberto Campos, no governo Castello Branco, e de uma conjuntura mundial favorável. Enquanto o Brasil conseguiu financiamento externo, com os bancos internacionais passando para os países em desenvolvimento os petrodólares, a juros baratos, o modelo ficou de pé. Com a crise mundial dos anos 70, com inflação e recessão, consequência da alta dos preços do petróleo, de alimentos e, em seguida, do choque de juros, a fonte secou e o Brasil quebrou.

Resultaram estatais tão grandes quanto ineficientes. E empresas privadas que não resistiam à menor competição. Sem as tetas do governo, simplesmente sumiram, deixando empresários ricos e uma conta para o contribuinte.

Convém pensar nisso quando Lula e Dilma forçam os bancos públicos a ampliarem seus financiamentos. Quando levam a Petrobras e empresas privadas a investimentos provavelmente acima de suas capacidades. Ou quando o governo toca essas obras enormes, como a transposição do Rio São Francisco ou o trem-bala.

Como Geisel, Lula também herdou uma estabilidade construída pela administração anterior e se beneficiou de um ambiente internacional extremamente favorável.

O ambiente internacional está mais hostil. E já são visíveis alguns ossos de esqueletos: obras atrasadas e mais caras, investimentos ficando pelo caminho, indústrias locais protegidas (e ineficientes), gasto público elevado, desequilíbrios econômicos voltando, como a persistente inflação

por adrianobombeirodf Postado em Política

O mensalão transformou o PT num ajuntamento de notórios trambiqu eiros

Mauro Pereira

A reportagem publicada na edição de VEJA desta semana sobre os meandros sórdidos de mais uma conspiração petista revela o grau de periculosidade de uma soma de quadrilheiros que se instalou nos saguões protetores do Congresso e do Palácio do Planalto ─ e, de lá, manipula o submundo da política de acordo com seus desejos e necessidades. Uma leitura mais aprofundada permite vislumbrar nas entrelinhas uma advertência sombria, chamando atenção para a possibilidade de uma ruptura marcada por dias de tensão, cujo desenlace poderá desembocar em grave retrocesso democrático. Estampa, ainda, nuances da fragmentação de um partido político que não suportou a grandeza democrática que jamais teve e sobrevive da ética diminuta que sempre o acompanhou. Sua trajetória conturbada fala por si.

Cansada da mesmice política que predominava no período pós-ditadura, e guardando a esperança de que algo inovador se apresentasse, a sociedade brasileira se pegou encantada com a mensagem muito bem articulada de um partido que, comandado por um ex-trabalhador, se intitulava o emissário do Brasil renovado, senhor de todas as virtudes, arauto da magnificência administrativa e cidadela indevassável da retidão. Para convencer os eleitores que a salvação do Brasil passaria inexoravelmente pelo virtuosismo petista, seus dirigentes não desperdiçaram uma única oportunidade de ocuparem os espaços generosos que a mídia lhes proporcionava. Astutos, foram preenchendo o vácuo político que se formou depois da morte do presidente Tancredo Neves, entrincheirando-se na mais selvagem oposição que o Congresso já abrigou. A desestabilização a qualquer preço era o mote. E a tática mostrou-se eficaz: em janeiro de 2003, o PT chegou ao poder.

Forjada na têmpera podre da falsidade, a decantada probidade dos petistas não resistiu a mais do que dois anos à frente do governo. Os rastros deixados pelo dinheiro sujo derrubou a máscara que escondia a verdadeira face dos democratas de araque e deu visibilidade a ação devastadora da mais sórdida canalha instalada nos porões da politicalha. Visando perpetuar-se no comando, os companheiros atuaram com a mesma desenvoltura dos mafiosos sicilianos e arquitetaram um dos mais atrevidos esquemas de corrupção da história republicana, que incluiu a compra do apoio de partidos que porventura estivessem à venda. Talvez até mesmo os próprios petistas tenham se surpreendido com tamanha disponibilidade tamanha. Estava inaugurado o mensalão.

A partir desse episódio que manchará sua história para sempre, o partido estrelado experimentou um processo célere de degeneração e o desgaste evidente serviu de justificativa para que seus dirigentes intensificassem uma campanha avassaladora que tinha como objetivo a dominação absoluta. Para atingir tal fim, os meios, liberados, encontraram na receita da promiscuidade o fermento mais indicado para fazer crescer aquela massa indigesta. Sem o menor trauma de consciência, cercaram-se de inimigos viscerais para inaugurar a forma mais abjeta de amizade, trouxeram para debaixo de suas asas parte significativa da imprensa e fizeram da miséria seu maior trunfo eleitoral. Dispostos a percorrer as últimas instâncias da inconseqüência, desbravaram os caminhos da corrupção como jamais ninguém ousara.

Num repente, encantaram-se com a biografia de José Sarney e o consagraram como político respeitável. Este, por sua vez, fez do Maranhão uma extensão do palanque petista e da presidência do Senado reduto dos interesses do governo federal. Uma mão suja emporcalha a outra.

Defensores intransigentes da liberdade de imprensa se dispuseram a patrocinar os jornais televisivos, principalmente os de alcance nacional, abrindo os cofres das estatais e dos ministérios. Deve ter carioca entediado com o marasmo em que se arrasta o seu cotidiano. A tropa de elite comandada por Sérgio Cabral e os paraquedistas liderados por Dilma Rousseff condenaram toda uma população a viver livre dos latrocínios, dos assaltos, dos assassinatos. Não restou sequer a alternativa de desentender-se com o vizinho. Tem mulher implorando por uma agressão, ainda que verbal. Pelo menos é o que sugere a gratidão vassala dos telejornais patrocinados pela Petrobras, pela Caixa, pelo Banco do Brasil e pelo ministério da vez.

O malfadado episódio do mensalão desencadeou um vendaval de denúncias envolvendo o partido comandado pelo ex-presidente Lula e aqueles que formam a base de apoio ao seu governo em um rosário interminável de falcatruas, cujo acúmulo de malfeitos resultou na queda de 16 ministros de Estado em menos de dez anos. Desses, 15 foram exonerados por envolvimento em casos de corrupção. Juntos, o PT e seus sequazes estão muito próximos de tornar o Brasil a maior referência entre os países mais corruptos do planeta.

Em apenas nove anos, o Partido dos Trabalhadores conseguiu transformar o conjunto de políticos notáveis acima de qualquer suspeita que o mantinha em mero ajuntamento de notórios trambiqueiros, abaixo de qualquer moral, que o sustenta. O PT como ele é.

por adrianobombeirodf Postado em Política

Gás de cozinha: Dicas e prevenção

O CBMDF alerta para alguns cuidados a serem tomados com o manuseio de botijão de gás (GLP – Gás Liquefeito de Petróleo).

O botijão deve ficar longe de tomadas, interruptores, instalações elétricas e ralos, para onde o gás pode escoar e causar acidentes.

Mantenha o botijão em local ventilado. Nunca dentro de armários ou gabinetes.

Nunca deite e nem vire o botijão para saber se todo o gás foi usado.

Outras dicas

– Não aqueça o botijão, esses procedimentos podem causar acidentes;

– Ao sentir cheiro de gás, não acione interruptores elétricos, não acenda fósforos ou isqueiros, não fume e não mexa em aparelhos elétricos. Feche, imediatamente, o registro do botijão e abra portas e janelas, principalmente para o exterior da residência;

– Jamais instale queimador ou lampião diretamente no botijão. A proximidade da chama pode aquecer o botijão e causar acidentes graves;

– Use sempre o regulador de gás;

– Tenha muito cuidado ao utilizar botijões de 2kg, pois este não possui dispositivos de segurança anti-explosão (plug-fusível).

Cuidados na compra do botijão:

– Não aceite botijão enferrujado, com amassados acentuados, alça solta ou a base danificada;

– Verifique a existência da identificação da companhia de gás no botijão e no caminhão;

– Observe se há vazamento na válvula (usando espuma de sabão);

– Veja a existência do rótulo de instruções e o lacre sobre a válvula com a marca da companhia de gás;

– Nunca compre botijões de gás distribuídos por caminhões de venda clandestina.

Cuidados na instalação do botijão

– Use sempre o regulador de pressão (registro) com a inscrição NBR 8473 em relevo;

– Troque o regulador a cada 5 anos ou quando apresentar defeito. Sempre observar a validade do regulador tomando o cuidado de utilizá-lo dentro do prazo;

– Use sempre a mangueira correta, com uma "malha" transparente e com uma tarja amarela, onde aparece a inscrição NBR 8613, o prazo de validade e o número do lote;

– Ao instalar o regulador, gire a "borboleta" para a direita, até ficar firme. Nunca utilize ferramentas;

– A mangueira deve ser fixada no regulador com braçadeiras apropriadas. Nunca com arames ou fitas;

– Nunca instale qualquer acessório no botijão, além do regulador de pressão e da mangueira;

– Após a instalação, veja se há vazamento usando apenas espuma de sabão;

– Se houver vazamento, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, leve o botijão para local bem ventilado e chame a empresa que entregou o gás;

– Nunca passe a mangueira por trás do fogão. Se a entrada do fogão precisa ser modificada, chame a assistência técnica do fabricante ou pessoa credenciada para o serviço.

Em caso de vazamento sem fogo no botijão

– Feche o registro ou retire o botijão do local;

– Agir de maneira rápida e consciente nessa situação é muito importante e exige que a pessoa mantenha a calma e não se impressione com o vazamento de gás;

– Ligue para o Corpo de Bombeiros discando 193;

– O ato de aproximar-se do botijão para removê-lo do local ou para fechar o registro não causa risco à saúde, o gás de botijão só é perigoso à saúde quando toma todo o ambiente, expulsando dali o oxigênio, o que pode causar asfixia. Deve-se tomar extremo cuidado para evitar o risco de um incêndio;

– Abra todas as portas e janelas, principalmente para o exterior da residência;

– Isole o restante da residência;

– Retire o botijão para um local isolado e ventilado, evitando arrastar o botijão ou contato com qualquer objeto que possa soltar faísca, podendo causar um incêndio;

– Entre em contato com a assistência técnica gratuita para a troca do botijão.

Em caso de vazamento com fogo no botijão

– Ligue para o Corpo de Bombeiros discando 193;

– Se possível feche o registro e retire o botijão do local;

– Se as chamas não apagarem, retire-o para um local isolado e ventilado para que o gás queime até acabar;

– Se não tiver condições de retirá-lo do local, afaste todos os móveis próximos ao botijão e aguarde os bombeiros.

TJDFT realiza 2ª fase do Seminário de Regularização Fundiária e Urbanística

TJDFT realiza 2ª fase do Seminário de Regularização Fundiária e Urbanística Com o objetivo de dar continuidade ao Seminário de Regularização Fundiária e Urbanística do DF, o TJDFT realiza, no dia 25/10 (terça-feira), a 2ª fase do seminário, na qual será assinado um Protocolo de Procedimentos visando à construção de alternativas para a aceleração do processo de regularização fundiária no Distrito Federal. A solenidade de apresentação e assinatura do documento será às 17h, no Auditório Sepúlveda Pertence, térreo do Fórum Milton Sebastião Barbosa. O Protocolo será firmado entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o Governo do Distrito Federal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal, e a Universidade de Brasília, e apresenta medidas a serem adotadas a curto, médio e longo prazo por todos os envolvidos, entendendo por curto prazo o período estimado em 1 ano; médio, até 2 anos; e longo, superior a 2 anos. A 1ª etapa do Seminário de Regularização Fundiária e Urbanística do DF foi realizada nos dias 18 e 19 de agosto, também no TJDFT. Cerca de 300 inscritos – entre representantes de entidades ambientais, Sindicato da Indústria e Construção Civil do DF, associação de moradores, empresas estatais e privadas, advogados, notários e cidadãos – participaram do encontro que buscou o aperfeiçoamento e a construção de um senso comum e democrático quanto às soluções que devem ser dadas à regularização fundiária urbana no DF. O Protocolo de Procedimentos constituirá instrumento apto a conferir segurança jurídica a respeito do direito constitucional de propriedade, representando um grande passo rumo à legalização fundiária e urbanística no DF.